Corregedoria busca ampliar adesão ao Programa Cartório Inclusivo para beneficiar mais mulheres
A
Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) quer ampliar o alcance do
Programa "Cartório Inclusivo: integrar para valorizar", que prevê a
destinação de 10% das vagas de trabalho abertas em cartórios do foro
extrajudicial a mulheres vítimas de violência doméstica. A ideia é incentivar a
adesão de mais entidades.
O
corregedor-geral, desembargador José Luiz Leite Lindote, destacou a importância
do projeto na quebra do ciclo de abusos e na reinserção social dessas mulheres
durante reunião virtual realizada na manhã desta quinta-feira (13 de
fevereiro) para tratar do tema. O encontro contou com cerca de 200
participantes, entre servidores, cartorários, juízes das Varas Especializadas
de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e diretores de fóruns de todo
o estado.
"Precisamos
do apoio de todos para ampliar essa adesão. Ao criar oportunidades de trabalho,
ajudamos essas mulheres a mudarem suas histórias e beneficiamos suas
famílias", afirmou o corregedor.
Atualmente,
86 cartórios aderiram ao programa, disponibilizando 56 vagas. Para aumentar
esse número, a Corregedoria estuda novas estratégias de divulgação e
aprimoramento da comunicação entre as equipes responsáveis pelo encaminhamento
das beneficiárias.
Uma das
iniciativas em análise é incluir nos editais de contratação de empresas
terceirizadas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) um percentual de
vagas para essas mulheres. Além disso, a Corregedoria busca parcerias com
representantes da Rede de enfrentamento à violência e com a sociedade civil
para fortalecer a ação.
A juíza
auxiliar da Corregedoria, Myrian Pavan Schenkel, que coordena o projeto em Mato
Grosso, apresentou a evolução do projeto desde sua criação, o fluxo das ações e
as parcerias envolvidas. Ela reforçou a necessidade de engajamento dos
magistrados, psicólogos, assistentes sociais e servidores do Judiciário para
garantir a efetividade do programa. "Além de incentivar os cartórios, é
essencial que os próprios servidores conheçam e apoiem a iniciativa, que ainda
é recente", explicou a magistrada.
A juíza
auxiliar Anna Paula Gomes de Freitas, responsável pelas ações voltadas ao
combate à violência contra a mulher na CGJ, reforçou o compromisso da
Corregedoria com a ampliação do programa. "Estamos estudando a viabilidade
de prever nos editais das empresas terceirizadas do Tribunal de Justiça de Mato
Grosso um percentual de vagas para essas mulheres. Além disso, estamos
conversando com a rede de enfrentamento para vermos como podemos atuar em
conjunto, assim como a sociedade civil organizada", afirmou.
Cartório Inclusivo - O programa foi
instituído em março de 2024 pelo Provimento TJMT/CGJ N. 5/2024 e tem adesão
obrigatória para cartórios sob gestão interina e facultativa para aqueles
administrados por titulares concursados. O objetivo é oferecer oportunidades de
emprego e um ambiente laboral seguro e inclusivo para as vítimas de violência
doméstica, com treinamento e acolhimento dentro das serventias.
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
corregedoria.comunicacao@tjmt.jus.br
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