Podcast: juiz alerta sobre golpes mais comuns praticados contra o consumidor
A
cada dia, criminosos que aplicam golpes contra consumidores se tornam mais
criativos e, por isso, é necessário cautela na hora de efetuar compras ou
qualquer tratativa on-line ou por telefone. Para falar sobre esse assunto, o
podcast “Explicando direito” desta semana traz uma entrevista com o juiz
Hildebrando da Costa Marques, que atua na Terceira Turma Recursal do Poder
Judiciário de Mato Grosso.
Segundo o magistrado, os casos mais comuns verificados nas Turmas Recursais são os golpes da falsa central de atendimento, do boleto e sites falsos, e da compra e do pix fraudados na internet.
Quando se trata de compra on-line, a primeira orientação do magistrado é pedir para alguém gravar a abertura do pacote recebido, para se ter uma prova do produto que efetivamente chegou até a sua casa. Outra fraude vivenciada é a compra em sites falsos, que imitam o real site dos e-commerce das empresas.
“A pessoa acaba entrando nesse site falso e adquirindo um produto que, na verdade, ela não está adquirindo. Ela está passando dinheiro para o fraudador. E como ela vai se precaver disso? É preciso ver os detalhes do site. Geralmente o fraudador tem uma condição técnica e faz um site muito bom, mas há sempre erros de português, as imagens não têm a mesma resolução do site original, geralmente eles fazem preços muito abaixo do normal para atrair o consumidor desavisado”, explica. Outra dica é não clicar em links para entrar nos sites, e sim buscar o caminho correto digitando o endereço no navegador.
Em relação à fraude de boletos falsos, o juiz Hildebrando Marques destaca que é preciso sempre desconfiar de boletos com grandes descontos e se certificar na empresa ou no banco se realmente foi ela(e) que encaminhou aquele boleto, e, na hora de efetuar o pagamento, antes de confirmar, verificar quem é o beneficiário do pagamento. “Quando o boleto é falso, o beneficiário é o fraudador, ele não consegue fraudar o beneficiário, porque se lá está escrito que você está pagando para o banco X, você está pagando para o banco X, mas o que acontece é que o boleto vem ‘credor banco X’, e quando você vai fazer o pagamento aparece o beneficiário João da Silva.”
O juiz alerta ainda para o risco das falsas centrais de atendimento, que contam com criminosos cada vez mais especializados, que utilizam até mesmo inteligência artificial para os atendimentos. A dica é prestar atenção, não se deixar levar pela emoção e nunca fornecer informações pessoais. “Geralmente quando o banco liga para você, ele fala ‘olha, nós temos aqui o seu cartão com o final tal que está acontecendo isso. Você confirma ou não a compra?’ O fraudador não. Ele fala assim ‘olha, nós temos um cartão de crédito tal assim, bandeira tal.’ Ele vai tentando pegar os seus dados. Ele quer que você informe a ele o número do seu cartão. Ele quer que você informe a ele a sua senha. Ele quer que você informe a ele o número da sua conta, a agência bancária.”
Na entrevista, o magistrado explica ainda os casos passíveis de ressarcimento.
Clique neste link para ouvir a íntegra da entrevista pelo Spotify.
Neste link você ouve o programa na página da Rádio TJ.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação da Esmagis - MT
esmagis@tjmt.jus.br
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