Estudantes e comunidade participam de projeto do TJ sobre enfrentamento à violência contra a mulher
Mais de 800 estudantes e
membros da comunidade escolar viveram um dia de aprendizado e reflexão na
Escola Estadual Cívico-Militar Ernandy Maurício Baracat de Arruda, no bairro
Canelas, em Várzea Grande.
A escola recebeu, no dia 24
de março, o projeto “Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas”, iniciativa
que vem transformando a forma como os jovens compreendem a violência doméstica
e os relacionamentos abusivos, uma
programação especial em homenagem ao Mês da Mulher.
A ação foi promovida pela
Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar
do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher/TJMT), em parceria com a
Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), por meio da Rede Cidadã, e
pela Escola Ernandy Baracat,.a partir de um pedido da própria direção da
escola.
A iniciativa beneficiou
centenas de pessoas, fortalecendo parcerias e ampliando oportunidades para a
população de Várzea Grande.
A preocupação da equipe era
clara: orientar os alunos sobre a gravidade das agressões contra a mulher e
fortalecer o respeito mútuo desde cedo.
“A escola nos procurou
porque entende que o combate à violência começa com a informação. Os jovens
precisam saber identificar sinais de abuso, entender o que é respeito e como
buscar ajuda”, explicou Adriany Sthefany de Carvalho, assistente social da
Cemulher, que acompanhou de perto a atividade.
A professora de Educação
Física, Cacilda Ferreira de Oliveira, que faz parte da Rede Cidadã, coordenou a
atividade realizada entre vários segmentos. Ela ressalta a importância deste
tipo de projeto.
”É extremamente necessário.
Nossa comunidade clama por atividades com temas voltados para as questões
sociais, pois existem muitos relatos feitos por nossos próprios alunos de
vivências em seu cotidiano”, afirmou.
A parceria reforça o
compromisso social com a realização de eventos que promovam cidadania e
inclusão, garantindo o acesso a serviços fundamentais para a comunidade.
Conhecimento
que salva vidas
Durante o encontro, foram
discutidas as cinco formas de violência tipificadas pela Lei Maria da Penha:
física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. O foco principal recaiu sobre
a violência psicológica — muitas vezes invisível, mas extremamente dolorosa. Muitas
vítimas enfrentam medo e vergonha. Por isso, é fundamental dar voz às mulheres
e reforçar que sua palavra tem valor.
A
escola como espaço de transformação
Além da palestra, os alunos
participaram de rodas de conversa e receberam materiais informativos que
explicam como funciona a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
O projeto "Cemulher nas
Escolas" percorre, a cada trimestre, instituições de ensino da rede
pública, levando educação e acolhimento para quem está na linha de frente da construção
de uma sociedade mais justa: os jovens.
“Quando a gente fala sobre
violência, a gente também fala sobre cuidado, escuta e empatia. São temas que
não podem mais ser evitados dentro da escola. Eles fazem parte da vida e da
formação de cada um desses alunos”, finalizou Adriany.
Somente em 2024, mais de 50 turmas foram atendidas. Desde o início do
projeto, a ação já impactou mais de 14 mil estudantes.
Flávia Borges
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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