Programa Pena Justa é tema de debate no segundo dia do Conselho de Presidentes dos Tribunais
Os
presidentes dos tribunais de Justiça do país participaram de uma reunião com
ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e
do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o ministro Herman Benjamin,
presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e Mauro Campbell Marques,
corregedor nacional de Justiça nesta quinta-feira (27 de março), segundo dia do
XV Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil
(Consepre), que ocorre em Florianópolis (SC).
O
presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira participou das
discussões, entre as quais estava “O Papel dos TJs na formulação dos planos
estaduais e a importância do Pena Justa”, iniciativa do Supremo Tribunal
Federal.
O
Pena Justa visa apresentar soluções para os principais desafios do sistema
penitenciário, como superlotação, infraestrutura precária, falta de atendimento
médico adequado, entre outros. Por meio de ação de descumprimento de preceito
fundamental (ADPF), o STF reconheceu a existência de violações sistemáticas de
direitos humanos nas prisões brasileiras e classificou a situação como um
estado de coisas inconstitucional.
O
juiz auxiliar do CNJ, Luís Geraldo Lanfredi, foi um dos expositores. Ele também
é coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema
Carcerário (DMF) e definiu o Pena Justa como uma resposta histórica às
violações no sistema prisional. O programa visa solucionar problemas como
superlotação, infraestrutura precária e atendimento inadequado. "O sistema
prisional não é apenas uma questão do Executivo; somos nós, juízes, que
decidimos quem entra e quem sai", afirmou.
Entre
as inovações apresentadas, destacam-se o Sistema de Apresentação Remota de
Pessoas em Liberdade (Saref) e o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões
(BNMP 3.0), que ajudam a aprimorar a gestão penal. Santa Catarina foi pioneira
na adoção do Saref, trazendo benefícios diretos para os apenados e suas
famílias. Os sistemas foram apresentados pelo juiz auxiliar da Presidência do
CNJ, João Felipe Menezes.
Ação - Em Mato Grosso, o Tribunal de
Justiça, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema
Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF-MT), integra e coordena o
Comitê de Políticas Penais e já iniciou a elaboração do Plano de Enfrentamento
ao Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões, atendendo ao Pena Justa, com
objetivo de melhorar o sistema prisional no Estado.
O
presidente do Tribunal mato-grossense, José Zuquim enfatizou que as discussões
no Consepre demonstram o compromisso dos tribunais de justiça com a efetividade
das penas e a dignidade dos apenados. “O programa Pena Justa representa um
avanço fundamental para corrigirmos distorções históricas do sistema prisional
brasileiro. Em Mato Grosso, já estamos atuando para implementar medidas
alinhadas a essa iniciativa, com a definição, por exemplo, das Câmaras
Temáticas na última reunião realizada pelo GMF-MT. É essencial que o Judiciário
exerça seu papel na aplicação da pena e também na fiscalização das condições de
cumprimento, garantindo que a execução penal ocorra de maneira humanizada e
eficiente."
Com informações do TJSC
Fotos: Cristiano Estrela/TJSC e Daniella Dalla
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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